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A Edição 194 da revista Conjuntura & Planejamento retrata a economia brasileira em um cenário de comprometimento da atividade econômica. No ano de 2018, o país vivenciou um processo de retração, colocando no centro das discussões a condução da política macroeconômica. De acordo com a equipe de conjuntura da SEI, a análise dos números do primeiro semestre de 2018 indica que as expectativas quanto ao cenário que se vislumbrava foram demasiadamente otimistas. Já nos primeiros meses deste ano, a previsão de baixos índices de inflação e de juros, aumento da massa salarial, elevado nível de confiança do mercado, dinamismo na economia global, e ganhos de termos de troca foi substituída pelas incertezas.


Este número da revista apresenta, na seção Ponto de Vista, a percepção da professora da UFBA Ilce Marilia Dantas Pinto acerca de mobilidade, inclusão e cidadania. Segundo a acadêmica, os problemas relacionados à mobilidade urbana se agravaram nas últimas décadas, e o processo de urbanização associado ao modelo de transporte com ênfase no veículo individual é uma das causas dessa crise. Para ela, falar em mobilidade urbana nesses moldes é falar sobre integração, inclusão e acessibilidade. Assim, ela chama a atenção para a necessidade de se pensar em novas formas de mobilidade que sejam ao mesmo tempo sustentáveis, inclusivas e compartilhadas.


A seção Entrevista traz uma conversa com a Dra. Eliana Boaventura, diretora-geral da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). Defensora ativa dos direitos das mulheres, Eliana Boaventura foi presidente da Comissão dos Direitos das Mulheres na Assembleia Legislativa da Bahia, atuando para fomentar o poder de participação social, política e econômica das mulheres. Vereadora em Feira de Santana e deputada estadual, alcançou destaque na defesa dos direitos das mulheres baianas. Nessa entrevista, ela defende a presença das mulheres em espaços de liderança e fala da sua experiência à frente da SEI, analisando a contribuição da instituição no fornecimento de subsídios estatísticos para toda a sociedade. Para ela, não é possível pensar em planejamento e desenvolvimento do estado sem uma fonte permanente de indicadores para o acompanhamento e o monitoramento de políticas públicas.

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