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A Edição 196 da revista Conjuntura & Planejamento retrata a economia brasileira e os principais indicadores conjunturais da economia baiana em 2018 e nos primeiros meses de 2019, como também aponta algumas perspectivas para o corrente ano. De acordo com a equipe de conjuntura da SEI, a economia brasileira encerrou 2018 aquém das expectativas do início do ano, em que se esperava um crescimento de 3,0%. Esse movimento se repete para o primeiro trimestre de 2019, quando os principais indicadores de atividade econômica apresentaram-se abaixo das expectativas. Na seção Ponto de Vista, a percepção do economista Rafael Lucchesi, diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), diretor-superintendente do SESI, diretor de Educação e Tecnologia da CNI e conselheiro do Conselho Nacional de Educação (CNE) acerca do futuro do trabalho e oportunidades com a indústria 4.0 traz o desenho de uma nova era. Para Lucchesi o conjunto de novas tecnologias, baseadas em novas rotas tecnológicas como big data, internet das coisas, produção integrada e conectada, manufatura avançada, indústria aditiva e inteligência artificial, consolida essa percepção. Portanto, para que as empresas e trabalhadores sejam bem-sucedidos, serão necessárias muitas adaptações. A seção Entrevista traz uma conversa com Eduardo Matta Milton da Silveira, Diretor de Administração dos Benefícios Previdenciários, acerca de questões como Regime Próprio de Previdência Social (RPPS),as principais atribuições da Suprev, as razões e diferenças entre os Planos de Previdência do servidor estadual (Funprev, Baprev e Prevbahia), bem como os principais desafios a serem enfrentados pelo Estado da Bahia, na busca do equilíbrio financeiro e atuarial do seu RPPS. De forma elucidativa, Silveira traz ainda uma reflexão sobre como a reforma da Previdência e um novo pacto federativo podem garantir a sustentabilidade do RPPS da Bahia em longo prazo. Para ele, algumas ações desenvolvidas pelo Estado, principalmente pela instituição da Previdência Complementar, deverão equacionar o déficit em longo prazo, para as próximas gerações. Porém, para a geração atual, o déficit é grande e ainda irá crescer significativamente, até que se estabilize e reduza. Entre os artigos que integram este número da revista está o de Paulo Roberto de Freitas Junior e Roni Francisco Pichetti intitulado “Desenvolvimento sustentável e gestão municipal: Análise Comparativa de Indicadores de Sustentabilidade de Blumenau, Florianópolis e Joinville no Período de 2010 a 2018”. Nesse trabalho, os autores chamam a atenção para a utilização do termo ‘desenvolvimento’, remeter a diferentes significados, tendo em vista sua utilização em diversos setores e atividades. Outro trabalho é o de Geraldo Jose Ferraresi de Araujo, Adhemar Ronquim Filho e Nadia Maria Colin com o tema “As relações entre as políticas governamentais e o setor sucroenergético’. Para os autores a não intervenção governamental no setor fez com que as empresas se tornassem mais competitivas, com maior investimento em tecnologia e eficiência. Porém, a crise de 2008, aliada ao subsídio da gasolina prejudicaram o setor que está em vias de recuperação. Assim, a Edição 196 da C&P reforça o objetivo de oferecer uma avaliação sobre o planejamento e os desafios para as economias brasileira e baiana. Nesse aspecto, a SEI, não tendo pretensões de esgotar o assunto e emitir juízo de valor sobre as questões aqui discutidas, convida o leitor a fazer uma reflexão sobre o comportamento da economia nos âmbitos nacional e estadual,em curto e longo prazo.

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